O MAGISTÉRIO DE BENTO XVI

O MAGISTÉRIO DE BENTO XVI

                    Bento XVI é um dos mais eruditos teólogos do séc. XXI. Sem dúvida alguma, seu pensamento teológico é de grande prestígio para o ensinamento da fé Católica. Desde que foi eleito Papa, sucedendo o então Papa João Paulo II, o pontífice tem nos surpreendido com o seu magistério. Hoje o mundo o acolhe de braços abertos, vendo na pessoa deste papa um verdadeiro “trabalhador na vinha do Senhor”, assim como se expressou no dia de sua eleição à função de bispo de Roma e representante máximo da Igreja Católica.

            Falar do magistério do papa Bento XVI é muito complexo porque implicaria apontar uma série de elementos ou ensinamentos que fazem parte da doutrina Católica. O magistério é o ensinamento da doutrina Católica à luz da Palavra de Deus e dos escritos dos Padres Apostólicos. A Igreja Católica, desde os seus primórdios, segue uma linha sucessória, isto é, uma tradição apostólica cuja raiz está em Mt 16, 18, onde Jesus confia a Pedro o primado da sua Igreja. Pedro, segundo a tradição é o primeiro Papa e até hoje, no pontificado de Bento XVI, a Igreja foi dirigida por 265 papas. A isto chamamos de sucessão apostólica.

            Percebemos o quanto é importante a figura de um papa na vida da Igreja. O papa é o pai, pastor, aquele que apascenta as suas ovelhas e na função de vigário de Cristo aqui na terra, Bento XVI, juntamente com o colégio dos bispos apascenta a Igreja de Cristo que é o povo de Deus.

            Um dos pontos centrais do seu magistério é sem dúvida a crise de fé no mundo pós- moderno. Constantemente nos seus discursos, o papa nos exorta a mantermos a chama da fé acesa nos nossos corações, porque somente mediante a fé é possível conhecermos a Deus que se faz visível na pessoa de Jesus Cristo. É um dever da Igreja instruir os seus fiéis na doutrina da fé, no conhecimento de Deus. Perceber que a crise de valores vivida na sociedade como um todo passa pela crise de fé, a falta do conhecimento de Deus.

            Conhecedor da cultura moderna, Bento XVI percebe com muita sutileza a raiz de todo este mal que assola a sociedade. Tudo isso faz parte de uma herança vinda da  modernidade, do iluminismo. A referência no mundo passou a ser o próprio homem e não mais Deus. É uma influência tipicamente cartesiana. O homem, por meio da razão, é um ser autônomo, livre. A crise da modernidade é uma crise de fé e que ainda hoje não foi superada. Num momento em que a razão humana se estrutura, o homem achava que a busca da verdade era possível mediante a sua razão. A autonomia da ciência e da razão interferiu na vida humana.

            O antropocentrismo recria o homem como imagem e semelhança de si mesmo. Neste sentido, o homem acha que a salvação está em si mesmo. A experiência da desumanização está ligada a essa conseqüência histórica, em que o homem acha-se capaz de criar o paraíso na terra. Para Bento XVI é preciso que as outras ciências e teologia dialoguem entre si e se reconheçam como faculdades humanas que vão de encontro à vida das pessoas.

 

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