Novo filme do padre Bogaz está em fase final de produção

Novo filme do padre Bogaz está em fase final de produção

 Novo filme do padre Bogaz está em fase final de produção

 

Padre Antônio Bogaz é o diretor do Sangue no Sertão, que conta com a atuação de artistas profissionais, mas também da própria população de Juazeiro do Norte. O filme está programado para ser exibido em julho

O Padre Cícero Romão Batista já inspirou algumas produções artísticas. Agora, um padre católico é o diretor

Juazeiro do Norte O Padre Cícero nas telas de cinema. Dessa vez, um grupo paulista se encontra na cidade para as filmagens do longa-metragem “Sangue no Sertão”. A equipe está há um ano trabalhando o roteiro, e agora, junto com personagens escolhidos na própria cidade, realizam a captação de imagens. O objetivo é lançar o filme, que terá cerca de 1h50 de duração, no dia 20 de julho deste ano, data do aniversário de morte do sacerdote. O filme é dirigido pelo cineasta, padre Antônio Sagrado Bogaz, com parceria da Inspetoria Salesiana.

As locações estão sendo realizadas em diversos espaços por onde passou o Padre Cícero, desde a Basílica de Nossa Senhora das Dores, onde ele celebrou missas, até o Horto, onde ficava para momentos de meditação. Imagens também foram feitas no Santo Sepulcro, a 2 quilômetros do casarão centenário do Horto.

Lampião



O personagem do Padre Cícero adulto está sendo feito pelo ator de teatro Quinco Pelegrino, da região do Cariri. Cenas de encontros marcantes também foram registradas, a exemplo da chegada de Virgulino Ferreira, o Lampião, homem temido do sertões nordestinos, com o Padre Cícero. Ele buscou no Padre o conselho e a bênção. A cena foi realizada no largo do Memorial Padre Cícero. Acervo com objetos pessoais, boa parte no Memorial, também foram usados nas locações.

Cenas da vida do Padre Cícero e o encontro com a sua vocação estão sendo representadas. O filme tem como principal foco a vocação religiosa do sacerdote, deixando à parte os posicionamentos críticos em relação à sua personalidade. Tanto que cenas desde a sua infância são registradas, a exemplo de um encontro do Padre Cícero com o líder político José Marrocos ainda na infância, em sala de aula.

O dia 20 de cada mês é um momento de encontro do romeiro com as orações voltadas para o “Padim”. No último dia 20, milhares de pessoas compareceram à primeira missa do ano em Juazeiro. Foi ideal para a produção do filme aproveitar o momento de passagem dos fiéis para fazer as cenas do sepultamento do sacerdote, que faleceu em 20 de março de 1934.

Segundo um dos roteiristas, o professor universitário João Henrique Hansen, a oportunidade foi muito bem aproveitada com os romeiros do Padre Cícero, trazendo um tom realístico à cena, que há quase 78 anos reuniu milhares de romeiros de todo o Nordeste, e autoridades de todo o Brasil para despedida de um dos maiores fenômenos da religiosidade brasileira.

Milagre

Cenas com a personagem da beata Maria de Araújo também foram feitas, na qual protagonizou o milagre do sangramento da hóstia ofertada pelo Padre Cícero, e amplamente divulgada no Nordeste. Segundo Hansen, foram horas de filmagens, para escolher a cena ideal. O trabalho, segundo ele, envolve recursos dos próprios participantes, que decidiram contribuir para realizar esse registro, por meio do padre Bogaz, que também atua como principal roteirista e já realizou cinco filmes e é artista plástico, além de escritor e doutor em Antropologia. Ele pertence à ordem religiosa dos Orionitas.

Hansen afirma que Bogaz ficou impressionado com o romeiro, visto de forma diferenciada juntamente com a figura do Padre Cícero. As séries apresentadas tiveram vertentes políticas e abordaram o assunto de forma tensa e política, conforme o professor. “Vemos o Padre Cícero de uma forma mais humana e partimos daí para a construção do roteiro do filme”, explica.

“Sangue no Sertão” está sendo feito em caráter comunitário, ou seja, com a participação de diversos colaboradores, como descreve João Hansen, já que o cineasta busca a presença de Deus como personagem principal do filme e dos conhecedores da vida do protagonista.

“É importante que a própria comunidade se veja num trabalho em favor da fé”, diz ele. O próprio Hansen entra no filme como José Marrocos. Ele fez um trabalho de pesquisa junto com Bogaz. Com apoio do padre José Venturelli, irmã Annte Dumoullin, o roteiro da história foi construído.

 

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