MARIA NA VIDA DE DOM ORIONE

MARIA NA VIDA DE DOM ORIONE

Maria foi o suspiro da vida do Sacerdote Luís Orione “desde pequeno”. A ela ele rezou, pedindo-lhe ajuda para realizar a sua vocação sacerdotal. Na realidade ele já havia revelado este segredo à mamãe Carolina e ao seu pároco Padre Miguel. Sua mãe assegurou-lhe que o meio mais seguro para seguir a vocação sacerdotal seria suplicar a Nossa Senhora.

Conhecemos muitos episódios que poderiam ser narrados para conhecer melhor a presença de Maria na vida do Santo e a sua imensa devoção para com a Celeste fundadora de nossa Família religiosa, porém limitamo-nos a alguns ligados, simplesmente ao período de sua adolescência e juventude.

Uma vez, aos doze anos, hóspede na casa de sua tia Josefina, percebia a dor e saudade das pessoas pelo Santuário de Nossa Senhora Folhiata que tinha desabado. Ele, em silêncio, porém sentia em seu íntimo uma grande voz, como se fosse aa voz de Maria a lhe dizer: Oferece tudo a mim, que eu te farei Sacerdote; depois virás me honrar, virás difundir as minhas misericórdias no novo santuário”… – Ele, então subiu no terraço do estábulo dos animais e de lá pôs-se a contemplar o lugar onde diziam que Nossa Senhora tinha aparecido, – e onde Ela queria novamente a sua igrejinha, – de lá, ele fez sua promessa e consagração à Virgem. Nossa Senhora ajudou o pobre jovem, que se fez sacerdote, e não se esqueceu de Nossa Senhora de Folhiata, estimulando o Arcipreste de Casalnoceto a construir novamente a  igreja.

Outro fato também importante na vida di Dom Orione aconteceu na festa da Imaculada Conceição, quando ele tinha apenas 14 anos de idade, ele se consagrou a Deus pelas mãos de Maria: “… após a santa Comunhão, me consagrei a Deus pelas mãos de Maria Santíssima. Fiz o voto de castidade perpétua junto ao quadro de Maria Santíssima Auxiliadora”.

Também no início de suas atividades apostólicas, quando ele foi impedido de continuar com o Oratório para os meninos, ele colocou sua confiança nas mãos de Maria e com o coração repleto de sofrimento escreveu-lhe esta linda e marcante carta:

Caríssima e veneradíssima Mãe. Ó minha Mãe, que jamais abandonaste ninguém, oh! pelo amor de Deus! não abandones este (pobre e) último teu filhinho! Não posso mais… Salva-me, ó Mãe querida, salva-me com meus jovens e com meu Oratório. Fomos caluniados e fomos abandonados por todos… Dá-me, já não posso mais (ir avante)… Se tu não vens, eu estarei em aflito com os meus jovens. Vem, querida Mãe, vem e não tardes! Vem, ó Mãe, vem salvar-nos (a minha missão terminou)… Até agora foram os homens que levaram adiante o Oratório, agora as tuas pobres crianças encontram-se abandonadas por todos”. (estamos órfãos).

“Vem, ó Mãe, vem cuidar de nós!… Vem governar, guardar; vem defender a tua casa e os teus filhos que choram! (Eis-nos) Recebe a chave do Oratório, eu te dou a chave! Vem consolar os teus órfãos… (e não nos abandones); vem, ó Mãe, vem! (Entrego-te as almas dos jovens que me deste. A minha missão terminou). Em teus braços me abbandono; em tuas mãos entrego as almas dos inumeráveis pequenos jovens meus irmãos e entrego o Oratório. (Querida Mãe, salva os teus filhos… Vem, e vem!). Doravante tu és a nossa padroeira… (Tu) és a nossa Mãe! Ó Maria, salva os teus filhos!!!” 

Dom Orione recomenda e reitera a devoção Mariana para a vida pessoal e para a eficácia no serviço apostólico: “Rezemos e vigiemos e recomendemo-nos sempre à Virgem Oh! Quanto, quanto bem fareis, ó meus filhos, caminhando devotados à Virgem Celeste, a nossa Mãe Fundadora! Quanto, quanto bem fareis às almas dos jovens, se neles acenderdes no coração, a lâmpada do amor à Mãe abençoada! … Em meio aos desgostos e desenganos amargos da vida, os nossos alunos não encontrarão pensamentos mais consoladores que recordar-se de Nossa senhora e de refugiar-se em seus braços.

Com o saudoso Papa João Paulo II rezemos à Maria Santíssima esta súplica por todos os sacerdotes do mundo inteiro: “Maria, Mãe de Cristo Sumo e Eterno Sacerdote, sustente, com a sua contínua proteção, os passos do nosso ministério, sobretudo quando o caminho se torna árduo e o cansaço se faz sentir mais pesadamente. A Virgem fiel interceda por nós junto de seu Filho a fim de que nunca desfaleça a coragem de O testemunharmos nos vários campos do nosso apostolado, colaborando com Ele para que o mundo tenha vida, e a tenha em abundância (cfr. Jo 10,10)”

Ir. Maria Priscila Oliveira, PIMC

 

 
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