Hospital Dom Orione realiza primeira captação múltipla de órgãos de Araguaína

Hospital Dom Orione realiza primeira captação múltipla de órgãos de Araguaína

 

Por Rodrigo Martins/Ascom

Neste domingo, 24, o Hospital Dom Orione concretizou um marco na Saúde do Tocantins. A unidade realizou a primeira captação múltipla de órgãos de Araguaína. Uma equipe da Central Nacional de Transplantes foi levada até a cidade em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) para realizar o procedimento que durou cerca de três horas e resultou na captação dos rins e fígado.

A doadora dos órgãos é uma paciente do sexo feminino, de 44 anos, que sofreu morte encefálica. Após o diagnóstico, a família, que preferiu não ser identificada, manifestou ao hospital o desejo da doação. Logo após o procedimento, os órgãos foram encaminhados para a Central Nacional de Transplantes, responsável pelo direcionamento aos pacientes na fila de transplantes.

O coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dom Orione, Dr. Jorge Patrick Oliveira Feliciano, explica que o procedimento complexo, envolvendo múltiplas equipes. “A partir do diagnóstico da morte encefálica e que a família se disponibiliza a fazer a doação de órgãos, são realizados os exames de compatibilidade, feitos em Brasília. Depois vem uma equipe capacitada, geralmente de Brasília ou São Paulo, para fazer a captação dos órgãos que são distribuídos conforme a necessidade e a compatibilidade dos doentes”, explicou.

Dr. Patrick ressalta a importância desse procedimento para ajudar a salvar a vida de pessoas que estão na fila de espera para um transplante. “Queria agradecer o gesto nobre da família, que mesmo com o sofrimento da perda de um ente querido se sensibilizou a fazer essa doação de órgãos”. O coordenador também agradeceu toda a equipe multiprofissional envolvida para a realização da captação.

Um dos membros da equipe que veio de São Paulo, Dr. Felipe Borges, cirurgião do aparelho digestivo e transplante hepático, comemorou o sucesso do procedimento. Ele ressalta que apesar de existirem muito potenciais doadores no Brasil, ainda faltam unidades com capacidade técnica para realizar o procedimento. “É muito importante conseguir fazer isso num padrão muito bom como o que o Hospital Dom Orione nos ofereceu”, destacou.

Todo procedimento foi realizado em convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Também participaram da logística, o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) da Secretaria da Segurança Pública e a equipe da Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

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