Entrevista com a Leiga Missionária orionita

Entrevista com a Leiga Missionária orionita

A missionária Karla Pereira tem 32 anos, é natural de Guarapuava – PR, tem 1 irmão mais novo e conhece a Congregação através da obra da Orionopolis Catarinense desde 2010.

 

 

PORTAL ORIONITAS: Quando nasceu o desejo de ser missionária? E porque?

MISSIONÁRIA KARLA: Bem, sempre tive vontade de ajudar as pessoas, de me doar para ajudar o próximo, quando era criança pensava em fazer medicina e ir à missão a países da África, mas acabei me formando enfermeira e pude constatar que foi melhor do que seguir como médica, pois afinal estamos em contato direto com as pessoas que necessitam de nós.

Quando comecei a trabalhar na Obra Dom Orione, pude constatar que existiam muitas obras na África e assim manifestei o meu desejo, e graças a algumas pessoas queridas consegui realizar meu sonho de criança.

PORTAL ORIONITAS: Como leiga, é possível ser uma missionária católica? E que tipo de serviço você pôde

prestar na África?

MISSIONÁRIA KARLA: Sim é possível, independente de religião os objetivos são todos iguais: Ajudar o próximo.

Sou católica batizada e crismada, vou na missa regularmente, mas não sou beata.

Os serviços prestados aqui são diversos, mas muito parecidos com os do Brasil, a diferença é que aqui são crianças sem um diagnostico preciso, pois ha falta de médicos especializados no país para fazer uma pesquisa.

Mas também vim dar meu amor, meu carinho e atenção a essas crianças, aqui fiz de tudo um pouco, até mesmo costurar.

PORTAL ORIONITAS: Como tem sido sua experiência em Maputo? Quais os maiores desafios? 

MISSIONÁRIA KARLA: Minha experiência tem sido grandiosa, pois estou diante de pessoas que falam outras línguas, que tem outra cultura, são muitos os desafios.

Conviver dentro de uma casa religiosa mesmo sendo da mesma religião, torna meio limitado seu modo de agir, pois sou Brasileira, estou dentro de uma casa religiosa em Maputo e com pessoas que falam outras línguas e pensam diferente de mim.

PORTAL ORIONITAS: Que característica do povo de Moçambique você mais admirou?

MISSIONÁRIA KARLA: A força das mulheres, pois aqui as mulheres ainda são escravizadas, mas não por trabalho a terceiros, e sim pelos seus maridos, bem jovens elas já tem vários filhos, são admiradas por isso, carregam eles nas costas e presos na cabeça, e ainda carregam mais coisas nas mãos, fiquei impressionada, e os homens andam na frente delas sem carregar nada nem sequer pegam em sua mão.

PORTAL ORIONITAS: Trabalhar no Cotolengo é algo que deve ser feito por amor. Qual sua relação com esta obra de Dom Orione?

MISSIONÁRIA KARLA: Minha relação é de amor como você disse, trabalhar na Obra pra mim foi um desafio pessoal.

Por que quando estava na faculdade não me identificava com pessoas com deficiência psicológicas e nem físicas, e também não tinha ideia de como eles necessitam de cuidados, mas trabalhar na Obra Dom Orione me fez entender que temos que fazer o melhor, sermos o melhor para essas pessoas que não tem ninguém por elas.  Amo minha profissão, amo meu trabalho e cobro de mim mesma sempre o melhor, quero ser lembrada pelo que pude oferecer de melhor sempre.

PORTAL ORIONITAS: Qual foi a situação mais incrível que aconteceu contigo ai em Moçambique?

MISSIONÁRIA KARLA: Ah, são várias as situações, mas a que mais me deixou feliz foi ser reconhecida diante do meu trabalho e ser elogiada por pessoas que me conheceram a pouco tempo, em saber que fiz a diferença na vida delas e elas na minha.

Sou uma pessoa abençoada por Deus e agradeço a ele todos os dias

PORTAL ORIONITAS: Você em breve estará voltando ao Brasil. Já pensa em voltar para a África em breve?

MISSIONÁRIA KARLA: Sim, retorno ao Brasil dia 23 de fevereiro, mas já tenho planos para voltar, apesar da pobreza do país, me atraiu muito toda a realidade, e gostaria de aqui estar por mais  algum tempo, vamos ver se isso se torna possível.

 

 

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