Don Flavio participa do Tríduo Pascal em Ouro Branco-MG

Don Flavio participa do Tríduo Pascal em Ouro Branco-MG

 Don Flavio participa do Tríduo Pascal em Ouro Branco-MG

Ouro Branco. A Vigília Pascal em Ouro Branco foi muito solene e participativa. Recordei e rezei por toda a família orionita que celebrou a Vigília Pascal nas diversas horas. Após a missa de Páscoa, o momento mais esperado e emocionante foi a procissão da Ressurreição pelas ruas da cidade, que estava toda enfeitada para a festa e acompanhada pela banda de música, orações e cantos. Uma numerosa multidão acompanhou Jesus Ressuscitado, presente na Eucaristia e o local de encontro foi na praça da Matriz para a benção do Santíssimo e em seguida a santa missa. Participei do Tríduo Pascal em Ouro Branco, uma cidade que está localizada no coração de Minas Gerais e que conserva muitas tradições populares. Em Ouro Branco, os três confrades presentes, Pe. Ilídio, Pe. Gil Guadalupe e Pe. Geraldo Gonçalo, exercem o ministério presbiteral na principal Igreja da cidade, dedicada a santo Antônio. A Igreja é uma jóia da arte barroca colonial (1779). Na sexta-feira santa, a parte da manhã foi dedicada à celebração do sacramento da reconciliação e a parte da tarde foi dedicada às celebrações e demais manifestações religiosas: as 14h os sermão das 7 palavras de Jesus na cruz, as 15h celebração litúrgica da paixão e adoração da cruz; a noite a encenação da paixão de Cristo seguida do sermão do descimento da cruz e conclui-se o dia com a procissão do “enterro”. Toda essa manifestação foi concluída às 00h. Muitos fiéis participaram de todos os momentos. É expressão da fé mineira. No sábado santo, tive a possibilidade de visitar uma das casas históricas do Brasil orionita: a Igreja e o seminário de São Julião ou Miguel Burnier assim chamado posteriormente. Neste pequeno centro rural, próximo a uma industria de extração de minério, o arcebispo de Mariana, em 1945, confiou à Congregação uma ampla casa e em anexo um santuário dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, construído pela senhora Alice Wigg, esposa do dono da industria de mineração. Os primeiros confrades a ocupar esta casa foram: Pe. Mário Giglione, Pe. Pedro Martinotti e Pe. Antônio Pagliaro; um dos primeiros aspirantes foi Pe. Renato Scano, muitos confrades iniciaram a sua formação nesta casa que se tornou o centro de espiritualidade da Congregação no Brasil Norte. Anos mais tarde o seminário foi transferido para Belo Horizonte. De Miguel Burnier fomos para Lavras Novas, uma cidade que nasceu no início de 1700 por um grupo de escravos fugitivos dos comerciantes e escondidos nos quilombos. Hoje é conservado na sua característica arquitetônica colonial.

Boa Páscoa!

Don Flavio Peloso – Superior Geral

 

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