“Agora o amo ainda mais”. Missionário orionita escreve sobre a renúncia do papa

“Agora o amo ainda mais”. Missionário orionita escreve sobre a renúncia do papa

 

 

Agora entendo, agora o amo ainda mais: BENTO XVI

Aos  11 de fevereiro do Ano da Graça e da Fé de  2013, e do sétimo ano do pontificado do PAPA BENTO XVI foi também o dia do grande gesto, presenciei com toda  humanidade algo inédito para tais gerações que celebrava a festa de Nossa Senhora de Lourdes e dia mundial de Oração pelos Enfermos. Chegaram aos nossos ouvidos as mais variadas frases, textos, homenagens e algumas colocações com a seguinte afirmação: Papa anuncia sua renúncia para o dia 28 de fevereiro, às 20h, horário de Roma. Uma sombra de tristeza tomou conta do meu ser e de boa parte da população. Alguns diziam por que tanto espanto? Outros afirmavam tantas “histórias e estórias”: Ele não é o primeiro a renunciar! No entanto, esquecemos-nos de voltar ao bondoso coração de Jesus e perceber unicamente o detalhe “chave” da nossa reação. “Muitos de nós já vimos velórios papais e conclaves”.

 Contudo, todos os viventes que comungam ou não com a religião Católica não haviam visto o que hoje viram e verão. Para o próximo mês teremos diante dos nossos olhos um conclave (encontro de cardeais) que escolherá o novo papa. Há relatos que mostram que ao longo de 2000 anos de Igreja Católica outros pontífices por razões “necessárias” também fizeram o que Bento XVI fez diante destas “gerações” que se apegam a tantas coisas sem utilidade simplesmente para não deixar de ser o centro, já ele, pede para sair de cena para que a Igreja continue seu caminho com um pastor que dê os mesmos passos. A atitude do papa Bento XVI de imediato me trouxe uma desolação, me senti órfão, me senti traído. O choque veio acarretado com a emoção que não permite, no momento, a reflexão. Passado o choque, percebi que a desolação é para quem não compreende a riqueza de tal gesto pronunciado pelo sumo pontífice, então rezei e pedi a graça da compreensão e assim entendi esta mensagem que levarei comigo enquanto estiver deste lado do caminho buscando contemplar a face de DEUS. Vejamos a simplicidade e a benevolência deste trecho:

 “Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”. “Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando”.

Este gesto de humildade pontifical é a certeza que a Igreja é movida pela caridade, a atitude de curvar-se transparece diante dos nossos olhos à disposição amável que teve nosso Papa nesses sete anos à frente do grande rebanho. O sinal de hoje mostrou a coragem que têm os homens e mulheres que plenamente começam a contemplar a Deus ainda na igreja militante.  Ao papa de hoje, ao papa de amanhã, meu respeito, admiração e minhas orações.

Clérigo Roberto da Divina Providência, Maputo-África

11 de fevereiro de 2013

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