O Poder da Palavra na nossa vida!

O Poder da Palavra na nossa vida!

 

…O PODER DA PALAVRA…

Ultimamente tenho pensado na força das palavras. Nelas reside um meio muito significativo da comunicação e, trazem consigo uma forma intensa de ordem ou desordem conforme são utilizadas e interpretadas. Por isso, nada mais justo do que buscar, a cada dia, cuidar delas e entender o poder que as compõe.

No contexto religioso vemos o povo hebreu como um auxiliador neste entendimento. Este povo inicia a sua compreensão a respeito de Deus como o Criador, por meio da palavra. No relato da criação trazido pelo livro do Gênesis, percebemos constantemente a concepção da palavra como criadora. Deus que ao dizer “faça-se” tem diante de si uma realidade criada. Deus cria o mundo através da palavra. Este entendimento é muito importante e ao mesmo tempo, bonito! É a palavra divina com a bela força de construir vida.

No pensamento hebraico a palavra divina é o que chamamos de “performativa”. Ao pronunciar-se, Deus forma o dito. O falado é formado. A realidade adquire vida quando ao ser anunciada. Penso essa compreensão hebraica como um impulso para o cuidado com a palavra. Claro, não possuímos o dom de criar materialmente o que falamos. Não podemos dizer que a nossa palavra é “performativa”; mas precisamos aprender que ela possui uma força humana que lhe é própria. E o Criador já sabia disso ao ter nos “anunciado!”

Cada vez mais experimento a potencialidade do discurso humano. Este belo potencial nos doado para que nele sejamos o desdobramento do trabalho que Deus ainda quer realizar. Contudo, a minha humanidade me faz tomar consciência que pela fala eu também posso exercer o descompromisso com esta tarefa, quando por meio da palavra ouso construir discursos sem intenção com o bem. Pela palavra tenho o dom de construir o outro ou a força de devastá-lo; de alegrar seu coração ou simplesmente ignorar seus sentimentos pelo viés da fala bruta, sem compromisso. Posso também acalmar os “ânimos”, acalentar o desespero, ou impulsionar um sentimento de falta de esperança e possibilitar o cultivo da ausência de fé.

Me inquieta saber como tenho “manuseado” a palavra. Preocupa-me entender se com ela estou alimentando sentimentos compromissados com um mundo um pouco melhor, ou apenas reforçando a fila dos que não querem elaborar nada de positivo no ambiente em que circulam. Confesso a vocês que tenho o desejo de fazer parceria com a “boa palavra”. Ainda quero fazer o bem com o que falo e escrevo. Contudo, não quero caminhar sozinho nesta travessia. Necessito de auxílio. Por isso, deixo aqui, pela palavra, o meu convite de estabelecermos um elo com a palavra que “bem-encaminha”, que “bem-aventura”. Um compromisso com o “dizer!” Espero muito que aceite!

SEMINARISTA: Evandro Carvalho

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