Sobre a pureza

Muito agradecemos a Deus, seremos causa de edificação e de bom exemplo, e difundiremos o perfume de bom odor de virtude se formos modestos e recatados, sem com isso nós apresentarmos grosseiros mas corteses e educados; Porém, especialmente com pessoas de outro sexo, antes porém revelar alguma falha de civilidade do que modos livres e secularescos.

Tudo em nós deve revelar e pregar modéstia e santidade, como escreveu Paulo á Timóteo: “Se de bom exemplo ao fies pelo teu comportamento”. De Santa Catarina de Sena se lê no Breviário que “ninguém dela se aproximava que não saísse edificado”. Ah! Que se possa sempre dizer isso de cada Filho da Divina Providência, sacerdotes, eremitas, clérigos, aspirantes. A graça de Deus não falta, pelo contrário, é ampla. Exemplos bons e santos não faltam; a Virgem Maria sempre está ao nosso lado e nos ajuda; é mãe que acode a todos que invocam sua proteção, especialmente a quem como nós queremos ser seus filhos prediletos; somos os primeiros desta Congregação e de nós dependerá o futuro e a prosperidade de toda a Congregação.

Lembremos que Deus abençoou José Cotolengo e fez dele o santo da Providência porque sua virtude e sua santidade foram grandes e sua pureza foi ilibada. Foi assim desde a infância, tanto que desde então o chamavam o anjo!

Queremos que pratiquemos todas as virtudes, mas quero que a pureza seja nossa virtude especial. É por isso que exorto toda à comunhão diária, a devoção filial a Nossa Senhora, à oração, à fuga das ocasiões perigosas e à mortificação.

Vigilância, vigilância e vigilância sobre nós e sobre os outros. Vigilância paterna e sacerdotal, mas firme e contínua! Em fato de modéstia sejamos intransigentes: ou correção ou afastamento!

Nada de familiaridades, nem mesmo as mais inocentes. E bom exemplo, bom exemplo! As palavras movem, mas os exemplos arrastam, diziam os antigos. Nossa vida deve ser um espelho cristalino em que todos possam espelhar-se. Nosso aspecto, nosso olhar, nossos modos, nossas palavras, tudo o que fazemos deve transpirar castidade e virtude.

E digamos então à Santíssima Virgem, nossa boa Mãe, que nos cubra com o manto de sua misericórdia e que nos dê a mão; ela, que é nossa Mãe, nos conduza; ela que é nossa fundadora nos guie nessa virtude que é a nossa força e salvaguarda.

Ah! Senhora, fazei desaparecer até a última pedra dos nossos institutos no dia em que os Filhos da Divina Providência deixarem de serem os mesmos e não puderem ser mais chamados os prediletos do vosso coração por essa virtude que tanto é de vós querida! Confiemos nesta nossa Mãe, ó filhos, mas de nossa parte façamos o nosso dever e edifiquemo-nos uns aos outros.

E que Nossa senhora nos abençoe sempre! Guarde-nos Deus como a pupila dos seus olhos; à sombra de suas asas, o Senhor nos proteja!

Da carta de 05-08-1920;

Lettere I, 212-215

 

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