FÓRUM DA SAÚDE

A FORÇA DA GRATUIDADE

 

Trazemos relatos de responsáveis pelo Fórum da Saúde.

– Posso ter maiores informações sobre este Fórum da Saúde?

– Sim, apenas um espaço de aprofundamento, sem demagogias e partidarismos para descobrir caminhos para aliviar o sofrimento de nossos doentes.

– Não tem nenhum partido que está apoiando o evento?

– Devem participar apenas cidadãos de boa vontade, que se preocupam com o sofrimento dos doentes.

– Como fazer uma atividade sem política?

– Somos todos políticos, foi a resposta. Queremos apenas que não seja um espaço de críticas aos opositores do poder.

– A voz parecia incômoda, mas ainda continuou um pouco – Mas não é um organismo do poder?

– Seria um erro ao revés. Não há de ser tampouco para demagogia de governantes que transformam a pasta da saúde e outras  em barganha para os grupos de sustentação do poder.

Com a maestria do Sr.  Aguinaldo, os cuidados da secretaria da Maria Helena,  logística do João Gilberto,  o plenário do Sr. Sílvio e a orientação da Pastoral da Saúde, tão dedicada, como o Domingos, Jairo e outros, o Fórum tocou a medula dos problemas da saúde.

Com a  presença e o apoio da Pastoral da Saúde, dos Vicentinos, da Pastoral da Criança, da Legião de Maria e de vários Sindicatos, Dr. Fause, OAB,  os participantes discutiram e iluminaram caminhos para melhorar a realidade daqueles que são vítimas da submissão da saúde a interesses políticos.

Foi assim o Fórum da Saúde aqui em Rio Claro. Como se disse nas avaliações, feito com pessoas maravilhosas, que se preocupam com os pobres.

De fato, o Fórum da Saúde foi um evento preparado por vários meses, com o objetivo de lançar um olhar verdadeiro e honesto sobre a realidade da saúde em nossa sociedade e nossa cidade e região. A partir de testemunhos e reportagens, preparadas cuidadosamente pelo jornalista Marco Muniz, pudemos tirar as máscaras que são colocadas por governantes demagógicos sobre estatísticas e fatos referentes à difícil realidade dos doentes mais pobres.

Esperamos por um novo tempo. Que governar não seja caminho para enriquecer. Espera-se um novo horizonte, que traga vereadores e parlamentares, como em países desenvolvidos, como a Dinamarca, que não ganham salário excessivos e nem encham a máquina publica de cargos para incluir comparsas. Buscamos uma consciência cristão, onde os responsáveis por serviços públicos sejam mais altruístas e menos mercenários.

Esperamos tempos bonitos, como os pássaros que cantam o despertar do sol depois das tempestades, onde a governança será o caminho da honra e da solidariedade; onde seus representantes serão recordados como "irmãos do povo, servidores da comunidade".  Que pena que muitos destes "pseudo servidores do povo" nem sequer podem atravessar a rua de cabeça erguida, e se escondem da vida social. 

O Fórum da Saúde foi um  germe de esperança. E o que mais se ouvia era que "deveriam ser feitos fóruns verdades em todos os setores da vida social", para purificar as demagogias dos governantes e apresentar caminhos para a justiça e a fraternidade.

O Fórum de Saúde veio para mostrar que as pessoas estão preocupadas com o ritmo dos fatos e não dos discursos. O SUS é fantástico na teoria, na prática, a prática é diferente. Precisamos de atendimentos reais, de hospitais, de remédios. E como disse um testemunho: "dinheiro não falta, falta boa vontade e correta aplicação dos impostos". Pode parecer pequeno, mas é um facho de luz que pode iniciar um novo momento no país. Parabéns a todos que vivenciaram o Fórum de Saúde, momento em que a sociedade se rebela, sem gritar, sem blasfemar e sem injuriar. Momento de profecia. Conhecemos os benfeitores. Eles são nossa esperança. Foi o que o Fórum ensinou: servir o irmão com misericórdia. Como ensina o Papa Francisco: misericórdia.

 

Pe. Antônio S. Bogaz (orionita), doutor em Filosofia, Liturgia e Sacramentos e

Teologia Sistemática – Cristologia

Prof. João H. Hansen, doutor em Literatura Portuguesa e

Ciência da Religião e Pós-doutor em antropologia

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