Dia da Mulher

No dia
internacional da mulher, nossa homenagem à Irmã Alberta Girardi


 

Irmã Maria  Alberta Girardi, nasceu em Veneza,
Itália, o dia 24 de outubro de 1921. Em 1943, quando seu pai voltou da guerra
ela entrou na Congregação das “Pequenas Irmãs da Caridade” fundada por Dom
Orione. Após a formação religiosa,Irmã Alberta ensinou nos orfanatos da
Congregação. No ano de 1951 foi transferida, para trabalhar, na cidade de Roma,
em uma Escola Profissionalizante, na formação de jovens da periferia. Em 1968,
após o Concilio Vaticano II, pediu para trabalhar nas missões da Congregação, viajando
para o Brasil, no ano de 1970.

Logo que chegou foi para Araguaina,
no Estado de Goiás, agora Tocantins. Trabalhou em uma casa de acolhida para
migrantes e logo se deparou com o sofrimento dos posseiros, expulsos da terra
concedida com documentos do Bispo, de Porto Nacional, por falta de
Cartório. O projeto dos militares era mecanizar o campo. Chegaram os
fazendeiros e os pobres foram expulsos violentamente. No ano de 1975 nascia no
Brasil a CPT. As Igrejas queriam ser presença nestes conflitos, denunciando que
as forças do exército expulsavam e matavam os posseiros.

Irmã Alberta entrou na CPT no ano de
1979, trabalhando com o Padre Josimo até 1986, ano em que foi assassinado a
mando de
cinco fazendeiros. No ano 1967, o
Ministro Paulo Brossard veio em Araguaina, juntamente com o chefe da policia
Romeo Tuma. Tiveram um encontro com o Bispo que nunca serviu pra nada. Em
seguida para fugir de perseguições, a Congregação mandou IR. ALBERTA, primeiramente
à Tocantinópolis e depois para a Ilha do Marajó, na cidade de Curralinho.

Nos primeiros anos IR. ALBERTA cuidou
da Paróquia, porque não tinha vigário. Atuou na formação de catequistas,
trabalhando nas pastorais da família, dos doentes, da juventude.  Sua
presença junto à comunidade foi marcadamente significativa na escola, no
hospital e no Conselho Tutelar, que consolidava seus primeiros passos.

No ano de 1997 foi transferida para
São Paulo. Logo que chegou conheceu a Fraternidade Povo de Rua, começando com
eles as visitas feitas durante a noite aos Moradores de Rua. Sempre buscando
melhorias para as pessoas que se encontravam em situação de rua, solucionando
os impasses existentes, IR. ALBERTA conheceu o MST e passou a atuar no setor de
Direitos Humanos. De lá para cá vêm incansavelmente trabalhando pela dignidade
dos Povos Excluídos e Marginalizados.

Quem conhece e já teve a oportunidade
de conviver com IR. ALBERTA sabe da garra e da luta desta mulher singular que
em momento algum tem medido esforços para combater toda e qualquer espécie de
injustiça e exclusão. Sempre vista em meio aos mais pobres, aos pequenos e
abandonados de nosso país, sua presença é marcadamente profética.

Com a humildade própria de quem não
anda a cata de títulos, IR. ALBERTA não gosta de ser homenageada. Resistiu para
estar aqui. Ao final, se rendeu ao nosso pedido. Com certeza prestar esta justa
homenagem a IR. ALBERTA é para todos/as nós que aqui nos encontramos nesta
manhã, mais do que conceder-lhe um título, é um momento de manifestarmos a
nossa gratidão pela sua incansável luta em construir um mundo justo e fraterno.

A Ir. Alberta Girardi é doutora honoris causa pelo Instituto de Estudos Superiores de São Paulo (ITESP).


 


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