
TODOS EM MISÃO: A FAMÍLIA ORIONITA ENTRE
NOVA EVANGELIZAÇÃO E MISSÃO AD GENTES
Don Flavio Peloso FDP
Ariccia, 21 novembro de 2011
Estamos nesta importante reunião de
Família Orionita dedicada ao Projeto
Missionário para o sexênio. Participam os conselheiros gerais, os
superiores provinciais, os representantes das missões e da animação
missionária, FDP, PIMC e Leigos. É um momento importante e
determinante da vida da nossa Pequena Obra.
É um congresso que FDP e PIMC organizamos e vivemos juntos, vendo na
comunhão dos corações e na colaboração prática uma força para conseguir os
objetivos que cada congregação se propõe.
O relacionamento entre as duas congregações religiosas é aberto à
coparticipação, na medida do possível, também do ISO e do MLO, no campo
missionário.
Na vida das duas congregações este
congresso tem um objetivo eminentemente prático: informar, discernir e dar
indicações para atuar as decisões dos respectivos Capítulos Gerais.
O intuito destas palavras introdutivas
é dar um quadro de notícias, valores e prospectivas entre os quais colocar o
estudo das linhas e propostas para o projeto missionário do próximo sexênio
2011-2017.
Os Capítulos Gerais 10 e 11 tinham
canonizado como nota característica do sexênio o “novo impulso”
missionário. O Capítulo 12 chamou a atenção sobre a “consolidação”
das novas realidades missionárias. O Capítulo 13 deu como palavra de ordem a
“corresponsabilidade” nos novos empreendimentos da Congregação (CG12,
143-144)[1].
Impulso, consolidação, corresponsabilidade:
evidentemente são dinamismos diversos e convergentes do empenho missionário da
Congregação. A corresponsabilidade é ainda mais indispensável hoje, em um tempo de redução numérica de
religiosos para evitar de reduzir ao mínimo, seja o impulso como a consolidação
missionária.
O MANDATO DE JESUS
O mandato missionário de Jesus foi
escolhido como luz evangélica para iluminar o Congresso.
“Ao
anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos,
com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles
e disse: A paz esteja convosco. Dito
isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por
verem o Senhor. Jesus disse, de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio”
(Jo 20, 19-21).
Todos os evangelistas, quando narram o
encontro de Jesus Ressuscitado com os apóstolos, concluem comunicando o mandato
missionário[2]. No
congresso missionário de 2005 foi tomado como slogam o mandato de Jesus como referido
em Atos 1, 8 “Sereis minhas
testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e a Samaria e até os extremos confins da terra”.
Todo discurso eclesial sobre a missão
parte do “mandato” de Jesus. Nele encontramos as motivações[3],
os conteúdos e as modalidades da missão.
“O impulso missionário faz parte
da íntima natureza da vida cristã e “renova a Igreja, revitaliza a fé e a
identidade cristã, dá novo entusiasmo e novas motivações. A fé se reforça
doando-a! A nova evangelização dos povos
cristãos encontrará inspiração e força no empenho para a missão universal”
(Redemptoris missio [RM] 3).
O MANDATO DA IGREJA
A voz do Papa e dos Pastores da Igreja
prolonga e atualiza o mandato do divino Mestre “Como o Pai me enviou também eu vos envio” e nos recorda
que estamos em débito com o Evangelho em direção a todos: “Anunciai o Evangelho a todos os povos” (MT 16,15).
Dito isto, se deve constatar que
“dos anos do Concílio até hoje, o número daqueles que não conhecem o
Evangelho e Jesus Cristo duplicou” (RM 3). Basta este dado para fazer
emergir o apelo à missio ad gentes,
tornado hoje urgente e necessário e tanto relançado pelo Papa e pelos Pastores
da Igreja.
Situações e
estatísticas são conhecidas. Mas não podemos parar no dado sociológico.
“Os homens que esperam Cristo são ainda em grande número: os espaços
humanos e culturais, que ainda não receberam o anúncio evangélico ou nos quais
a Igreja é pouco presente, são tão amplos, que requerem a unidade de todas as
suas forças. Devemos nutrir em nós a ânsia apostólica de transmitir aos outros
a luz e a alegria da fé, e a este ideal devemos educar todo o povo de
Deus” (RM 86).
Tal empenho missionário foi assumido de modo especial, há séculos, pelos
Institutos de Vida Consagrada[4].
Se pode dizer que, no passado, o desenvolvimento missionário da Igreja em novas
fronteiras aconteceu por obra quase exclusiva dos religiosos.
O MANDATO DE DOM ORIONE
O mandato apostólico de Dom Orione,
como muito bem nos recordou João Paulo II, “se apresenta a vós como a
atuação do grito aflito do vosso Pai: “Almas!
Almas!”. Grito que prolonga o “sitio”
(tenho sede) de Jesus na Cruz. Grito que será sempre repetido por cada um e por
todos juntos. Não pode existir verdadeira evangelização sem fervor
apostólico”[5].
Também Dom Orione poderia dizer-nos,
retomando as palavras de Jesus: “Como
o Pai me enviou também eu vos envio”. “
O mandato missionário recebido e
participado aos seguidores foi por Dom Orione sintetizado no sonho-visão de
“Nossa Senhora do manto azul”.
Ele viu um grande manto azul que “se estendia de tal forma que não
se distinguia mais as fronteiras”, “que cobria tudo e todos até o
distante horizonte”, “meninos de muitas e diversas cores, cujo número
ia se multiplicando extraordinariamente… Nossa Senhora olhou para mim indicando-me”.
Escrevendo ao bispo Dom Bandi acrescentou: “recordando
que cerca não tinha e que eram de várias raças, entendi que são as missões”. [6]
Dom Orione foi em missão ad gentes com
a viagem à América Latina de 1921-1922 e 1934-1937 e sabemos com qual dinamismo
e impulso apostólico.
Dom Orione enviou em missão ad gentes,
a partir da primeira expedição de dezembro de 1913 no Brasil,[7] muitos de
seus Filhos da Divina Providência e das Pequenas Irmãs Missionárias da
Caridade.
O empenho missionário de Dom Orione e
da congregação se realizou sempre na oferta e salutar tensão entre “consolidação do existente” e “novas aberturas“. Tal tensão
foi incorporada paradigmaticamente nos dois santos irmãos e pais da
Congregação: Dom Orione e Dom Sterpi. Com acentos até mesmo dramáticos nas
palavras de um e do outro.
Dom Sterpi escreve de Tortona: “Procure retornar o quanto antes. Recorde
que se as coisas aqui não vão bem, será um mal também para a América… E
depois deixe a Argentina e todos os seus belos projetos, do contrário irei
também eu”[8].
Dom Orione escreve do Chaco informando que aceitou uma nova missão: “Aceitei sob condição porque sentia a minha
alma dilacerada, e recordava as palavras do Papa: «não parai-vos nas cidades, mas ide no interior, onde poucos ou
ninguém vai, porque não dá lucro». Aqui o Chaco é tido como pior que a
Patagônia, tudo, tudo, tudo para se fazer, tudo para sofrer, tudo para
sacrificar-se para o Senhor, para as almas, para a Santa Igreja. Têm os
protestantes, os hebreus, os mercados que enriquecem de bens terrenos e que por
causa do algodão e da riqueza estão lá, e não estará o sacerdote para as almas,
para os pobres?”.[9]
Também hoje, a tensão entre o impulso
e consolidação não deve ser resolvida mas mantida viva e alta e isto é possível
só no equilíbrio que se consegue mediante a comunhão fraterna e a partilha do
zelo apostólico. Essa, nos tempos de Dom Orione e sucessivamente produziu a difusão do Evangelho e do carisma,
novas aberturas, novas vocações. São os dois passos de quem caminha na
história: um que se apóia no terreno sólido mas já pronto para partir e o outro
lançado à frente mas já calculando o ponto de apoio. Os religiosos e as obras
serão sempre muito frágeis para poder falar de consolidação. Mas serão também
sempre suficientes para dar razão à esperança missionária.
O MANDATO DA CONGREGAÇÃO
As Congregações orionitas foram
enviadas em missão pelo Fundador e mandaram em missão muitos dos seus
religiosos e religiosas.
A América Latina foi a direção missionária
mais desenvolvida por Dom Orione (Brasil, Argentina, Uruguay e Chile), mas ele
lançou os Filhos da Divina Providência em uma irradiação geográfica missionária
surpreendente se se pensa no limitado número (e não só) dos religiosos: Palestina (1921), Polônia (1923), Rodi (1925), Estados Unidos (1934), Inglaterra
(1935), Albânia (1936). As Pequenas
Irmãs Missionárias da Caridade, mesmo fundadas 25 anos depois, foram enviadas
pelo próprio Dom Orione na Argentina, Brasil, Uruguay e Polônia.
Depois do grande impulso fundacional e
missionário de Dom Orione, em 1940 coube
a Dom Carlos Sterpi (1940-1946) o
dever de consolidação da Congregação. Mas a Providência quis que fosse
diferente: a segunda guerra mundial por 6 anos (1939-1945) tirou religiosos,
dispersou jovens nos cenários de guerra, tornou difícil a vida dos seminários e
impediu a comunicação entre a Itália e os outros Países de presença orionita.
Bem outro que consolidação!
Depois
Dom Sterpi adoeceu e deixou o comando a Dom Carlos Pensa (1946-1962). A forma organizativa e institucional
da congregação ganhou consistência e estabilidade com o governo de Dom Pensa. Dom
Pensa podemos dizer foi o primeiro Geral da verdadeira consolidação. Mas nem mesmo com ele diminuiu o impulso
missionário: na verdade, Dom Pensa aceitou de Pio XII a empenhativa missão do
Goiás (1952), enviou para a América Latina várias expedições missionárias nos
anos 50 e abriu as primeiras comunidades no Chile, Espanha, França e Austrália.
Substancialmente prevaleceu a visão de
consolidação e do desenvolvimento interno também durante os dois sexênios de
Dom Giuseppe Zambarbieri (1963-1975);
único País novo que assumimos foi a Costa do Marfim (1970).
Nos
últimos decênios, respondendo aos apelos do Papa em favor da missio
ad gentes, existiu um grande empenho
missionário da Congregação com muitas novas aberturas em alguns Países.
É com Dom
Ignazio Terzi (1975-1987) que se pode falar de uma verdadeira e consistente
retomada do impulso missionário ad gentes
da congregação expressa com aberturas a novos povos: Paraguay (1976), Madagascar
(1977), Togo (1981), Jordânia (1985), Venezuela (1986). Foi continuada com Dom Giuseppe Masiero (1987-1991): Cabo
Verde (1988), Filipinas (1991), Romênia
(1991) e com Dom Roberto Simionato (1992-2004):
Albânia (1992) Bielorussia (1993), México
(1993), Kenya (1996), Burkina Faso (1999), Índia (2001), Ucraína (2001), Moçambique
(2003).
O último sexênio 2004-2010 pode ser
considerado de consolidação das muitas novas e isoladas missões e, isto, em um
contexto de Congregação em notável diminuição numérica.
A constatação histórica de conjunto é
que consolidação e impulso missionário caminharam sempre de mãos dadas na
congregação, desde os tempos de Dom Orione.
Também o desenvolvimento missionário
das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, realizado por Dom Orione com
aberturas a rítmo forte e também bem consolidadas, perdurou mais ou menos até
1949, alguns anos depois da morte de
Dom Orione, com o desenvolvimento em mais seis nações: Itália, Polônia,
Argentina, Brasil, Uruguay e Chile.
Depois foram 30 anos sem
desenvolvimento missionário em novas nações. Retomado só em 1978 com as
aberturas na África, em Cabo Verde, Kenya e Madagascar.
Depois da queda do Muro de Berlim
(1989) e os convites da Santa Sé, as
PIMC chegaram à Rússia, à Albânia (por um breve período), à Ucraína e à Romênia
com presenças até o momento muito reduzidas. As últimas aberturas aconteceram
no Perú, em Costa do Marfim e nas Filipinas.
PROSPECTIVAS PARA O PROJETO MISSIONÁRIO
1.
Todos
missionários: missio ad gentes e nova evangelização
O nosso congresso missionário é
dedicado sobretudo a formular o projeto de missão ad gentes, mas é indispensável recordar que somos todos missionários
e tem uma corresponsabilidade que envolve todos os sujeitos da Família
Orionita, seja como componentes (FDP, PIMC, ISO, Leigos) e seja como modalidade
de ação missionária.
Nós nos referimos a respeito à
clássica descrição de Redemptor missio 33: “As diferenças de atividade, no âmbito da
única missão da Igreja, nascem não de
motivações intrínsecas à própria missão, mas das diversas circunstâncias onde
ela se exerce, por isso essa se apresenta como:
* missio
ad gentes: dirigida a povos,
entre os quais Cristo e o Seu Evangelho não são conhecidos;
* cura pastoral
da Igreja:
junto às comunidades cristãs já formadas e efervescentes de fé e de vida;
* nova evangelização:
abraça
a situação intermediária, de grupos inteiros e povos que, embora batizados, perderam
o sentido vivo da fé“.
Somos chamados a elaborar o nosso
projeto missionário inseridos em uma Igreja na qual o Papa Bento XVI está dando
uma forte marca missionária, como se pode verificar das duas iniciativas mais
relevantes: instituiu um Conselho Pontifício para a Promoção da nova Evangelização[10] e convocou
o próximo Sínodo dos Bispos (7-28 de outubro de 2012) sobre o tema “A nova
evangelização para a transmissão da fé cristã”.
No prefácio de Lineamenta para o Sínodo
se
distingue entre “a evangelização
como horizonte ordinário da atividade da Igreja”, “a ação de anúncio
do evangelho ad gentes nos Países missionários de primeira evangelização”
e “a nova evangelização endereçada aqueles
que estão afastados da Igreja nos Países de antiga cristandade”. Estas
três linhas de ação frequentemente convivem no mesmo território, razão pela
qual, nas Igrejas particulares, devem ser praticadas contemporaneamente,
sobretudo por causa do fenômeno da globalização e da mudança da população
através da migração e da imigração. Já João Paulo II recordava que «os
confins entre o cuidado pastoral dos fiéis, nova evangelização e atividade
missionária específica não são nitidamente definidas, e não se pode criar entre
elas barreiras ou compartimentos-estagnados” (Lineamenta 10).
Concretamente, o título do nosso
congresso “Todos em missão” significa que nós Orionitas não podemos pensar o
nosso projeto missionário ad gentes separadamente, mas incluso no contexto
global e diferenciado da promoção da evangelização. “Nova evangelização é sinônimo de missão”, afirma claramente Bento
XVI.
2.
A santidade
como condição e energia da missão
“Nova evangelização e urgência de
espiritualidade ” é o título do
n.8 de Lineamenta do Sínodo dos Bispos sobre a nova Evangelização.
A missão “radica-se e
concretiza-se, antes de mais, no estar pessoalmente unidos a Cristo: só se
estivermos unidos a Ele, como o ramo à videira (cf. Jo 15, 5), é que poderemos dar bons frutos. A santidade de vida
possibilita a cada cristão ser fecundo na missão da Igreja” (RM 77, Ad Gentes 36).
A
nós religiosos é recordado que “a
contribuição específica dos consagrados e consagradas para a evangelização
consiste, primariamente, no testemunho de uma vida totalmente entregue a Deus e
aos irmãos, à imitação do Salvador que Se fez servo” (VC 76).
“A
santidade deve-se considerar um pressuposto fundamental e uma condição
totalmente insubstituível para se realizar a missão de salvação da Igreja. Não
basta explorar com maior perspicácia as bases teológicas e bíblicas da fé, nem
renovar os métodos pastorais, nem ainda organizar e coordenar melhor as forças
eclesiais: é preciso suscitar um novo 'ardor de santidade' entre os
missionários e em toda a comunidade cristã (RM 90).
São palavras claras que tocam o
coração da missionariedade e que nos advertem de não confundi-la com
protagonismo humano e ativismo[11]. O nosso
projeto missionário deve propor-se também de “suscitar um novo 'ardor de
santidade' entre os missionários e em toda a comunidade cristã”.
Bento
XVI falando sobre a nova evangelização recordou
a necessidade de “pessoas que tenham
elas mesmas, antes de tudo, o olhar fixo em Jesus, o Filho de Deus: a palavra
do anúncio deve estar sempre imersa numa relação profunda com Ele, numa vida
intensa de oração. O mundo de hoje precisa de pessoas que falem com Deus, para poder falar de Deus. E devemos também recordar
sempre que Jesus não remiu o mundo com bonitas palavras ou meios vistosos, mas
com o sofrimento e com a sua morte. A lei do grão de trigo que morre na terra é
válida também hoje; não podemos dar vida a outros, sem dar a nossa vida”.[12]
Bento XVI não perde ocasião para
afirmar a origem mística (a Graça – a Caridade – a ação providente de Deus) de
todo empenho e ação pastoral da Igreja pela qual não hesita em advertir que “A falta de zelo missionário é falta de
zelo pela fé. Ao contrário, a fé se fortalece na medida em que é transmitida”.[13]
João Paulo II exortou a nós
Orionitas a “Fazer de Cristo o
centro das vossas vidas, o coração do apostolado: este é o empenho missionário que vos anima; este é o programa apostólico que guiou Dom Orione e
que conserva ainda hoje a sua plena atualidade”.[14] Bela e sintética também uma outra expressão: “Dom Orione quis fazer de Cristo o coração do mundo depois de tê-lo
feito dele coraçao do seu coraçao”.[15]
3.
A vida
fraterna em comunidade como conteúdo e método da missão
João Paulo II, em Vita
consecrata 45 afirma explicitamente que “para
apresentar à humanidade de hoje o seu verdadeiro rosto, a Igreja tem urgente
necessidade de tais comunidades fraternas, cuja própria existência já constitui
uma contribuição para a nova evangelização, porque mostram de modo concreto os
frutos do « mandamento novo ».
É a característica que deve inspirar o nosso empenho
missionário de religiosos. Sobre a vida comunitária também o nosso último Capítulo
geral tem insistido muito. [16]
É na
Vida
fraterna em comunidade [VFC] que o tema é tratado com muita aderência a situações e valores da
missão dos religiosos.
“Junto com a missão de anunciar o
Evangelho a todas as criaturas (Cf. Mt
28, 19-20), o Senhor enviou seus discípulos a viver unidos, «para que o mundo
creia» que Jesus é o enviado do Pai ao quaI se deve dar o pleno assentimento de
fé (Cf. Jo 17, 21). O sinal da
fraternidade é, portanto, de grandíssima importância, porque é o sinal que
mostra a origem divina da mensagem cristã e que tem a força de abrir os
corações à fé. Por isso «toda a fecundidade da vida religiosa depende da
qualidade da vida fraterna em comum».
“Quanto mais intenso é o amor fraterno,
maior é a credibilidade da mensagem anunciada, mais perceptível é o coração do
mistério da Igreja”, lemos em VFC 55. “A vida fraterna é tão
importante quanto a ação apostólica. Não se pode, pois, invocar as necessidades
do serviço apostólico para admitir ou justificar uma vida comunitária
medíocre”.
São
pensamentos claros e incisivos.
Na
missão da Igreja, aos religiosos é pedido alguma coisa de específico: “A vida fraterna em comum tem um valor
especial nos territórios de missão ad
gentes, porque demonstra ao mundo, sobretudo não cristão, a «novidade»
do cristianismo, ou seja, a caridade que é capaz de superar as divisões criadas
por raça, cor, tribo… Mas não raramente é justamente nos territórios de
missão onde se encontram notáveis dificuldades práticas para construir
comunidades religiosas estáveis e consistentes” (VFC 66).
Elecando
outros motivos que podem criar obstaculo a vida comunitaria, conclui: O
importante é que os membros dos institutos estejam conscientes do caráter extraordinário
dessas situações… e, apenas possível, constituam comunidades religiosas
fraternas de forte significado missionário, para que se possa elevar o sinal
missionário por excelência: «sejam um,
para que o mundo creia» (Jo 17, 21).
4.
A co-responsabildade
ad gentes anima a missionariedade congregacional
O impulso missionário desenvolve e
enriquece a catolicidade da Igreja e da Congregação. “A participação na
missão universal, portanto, não se reduz a algumas atividades isoladas, mas é o
sinal da maturidade da fé e de uma vida cristã que dá fruto. Deste modo o
crente alarga os horizontes da sua caridade, ao manifestar solicitude por
aqueles que estão longe e pelos que estão perto: reza pelas missões e pelas
vocações missionárias, ajuda os missionários, acompanha-lhes a atividade com
interesse e, quando regressam, acolhe-os com aquela alegria, com que as
primitivas comunidades cristãs ouviam, dos Apóstolos, as maravilhas que Deus
operara pela sua pregação (cf. At 14,
27)”. (RM 77c).
Sem
a paixão missionária – da qual os missionários ad gentes são o sinal mais claro – é fácil cair na introversão
apostólica, verdadeira asfixia da comunidade cristã e religiosa. Afirma-o com a
habitual imediatez Bento XVI:
“A nova
evangelização é o contrário da auto-suficiência e do dobrar-se sobre si mesmo,
da mentalidade do status quo e di uma concepção pastoral que considera
suficiente continuar a fazer como sempre se fez. Urge que a Igreja chama as próprias
comunidades cristãs a uma conversão pastoral no sentido missionário
da sua ação e de suas estruturas”[17].
Esta indicação foi
atualizada para nós Orionitas por João Paulo II: “A vossa Familia religiosa encontrará, estou seguro, se souber
abrir-se a uma autêntica consciência missionária, razões ideais e estímulos
concretos para um constante crescimento e uma viva renovação evangélica. Fiéis,
em tal modo, à herança espiritual deixada por Dom Orione, vós sereis neste
tempo os continuadores do seu serviço à causa de Cristo e da mensagem salvífica”.[18]
Certamente, missão específica deste
Congresso missionário é estimular e dar orientações práticas para atuar ao máximo
a co-responsabilidade missionária de todos, nos diversos modos. Isto é ainda
mais necessário porque a Congregação está passando por uma fase de diminuição
numérica de religiosos e de vocações.
Para animar a co-responsabilidade será
necessário dar novo dinamismo aos Secretariados missionários que estão quase
desaparecendo nas Províncias.
Trata-se também de
estimular e favorecer, como governo provincial, a disponibilidade de confrades
para as missões, de cuidar bem o relacionamento da Província com as missões que
lhe são confiadas: envio/transferência de religiosos na missão, relacionamento
dos religiosos em missão com a Província e as suas estruturas de animação
(secretariados, formação permanente etc.), sustento econômico e outros aspectos.
Enfim, na própria Província, existem
tantas possibilidades de envolvimento missionário que podem ser valorizadas:
associações, grupos, missões populares, a oração dos confrades
anciãos, enfermos, nos Pequenos
Cotolengos.
5.
Co-responsabilidade
e envolvimento dos leigos
O ponto
de partida da co-responsabilidade dos leigos na missão provém do fato que
“os fiéis leigos, por força da sua participação no múnus profético de Cristo,
estão plenamente envolvidos nessa tarefa da Igreja” (Christifideles
laici, 34) e, de fato, “o
empenho evangelizador dos leigos está mudando a vida eclesial” (RM 2)
e isso representa um grande sinal de esperança para a Igreja.
“Os setores de presença e de ação missionária dos leigos são muito
amplos” (RM 72) em toda a
Igreja e também na missão orionita, na qual as obras caritativas e sociais para
os pobres não só acompanham a ação missionária, mas são em si mesmas missionárias,
uma vez que “a nossa pregação é a caridade” e “as obras de caridade são a melhor
apologia da fé católica”. Em uma missão orionita existe muito lugar
para os leigos: para os catequistas e para pedreiros; para quem é professor,
para quem é cozinheiro, para quem é enfermeiro; para quem sabe dirigir um grupo
e para quem sabe dirigir um automóvel;
para quem – homem ou mulher – sabe cuidar da casa, sabe acolher e oferecer uma
ajuda nas pequenas necessidades cotidianas da missão.
Com este espírito
foi lançado um especial apelo missionário
aos leigos[19]. Muitos leigos já são protagonistas
também na missão ad gentes: leigos do
próprio local, antes de tudo, mas também leigos que vão em missão[20]. Devem ser
formados e coordenados. São poucos, é apenas um inicio, por agora, mas
existem grandes possibilidades. O XIIICG pede de “favorecer experiências missionárias de voluntariado laical” (n.118).[21]
Devemos pedir e valorizar aquilo que é
específico deles no sentido indicado por João Paulo II na
carta ao Movimento Laical Orionita: “Convido
os leigos que escolheram de compartilhar o carisma orionino vivendo no mundo a
ser zelantes e generosos para oferecer à Pequena Obra da Divina Providência 'a
preciosa contribuição' da sua secularidade e do seu específico serviço. O
Movimento Laical Orionita favorecerá assim a irradiação espiritual da vossa Família
religiosa… para uma sempre mais eficaz atuação da sua específica missão na
Igreja e no mundo”. [22]
6. O
caminho das novas missões entre consolidação e
restringimento
A decisão n.7 do Capítulo geral de 2004, e o
sucessivo Projeto missionário frizaram a necessidade da consolidação das missões: “consolidando antes de tudo as novas
realidades missionárias, constituindo comunidades consistentes, com uma maior
estabilidade de religiosos idôneos, inclusive o formador das vocações locais”.
A consolidação no desenvolvimento missionário
no sexênio passado foi exigente para as
pessoas, e custou muito sacrifício e empenho por parte da Congregação. E estamos bem longe de
conseguir realizar este objetivo.
É necessário ainda muito
esforço, provavelmente menos atraente, mas indispensável para chegar a missões
consolidadas ou fundadas que, segundo a descrição do “projeto missionário
orionita” de 1993,[23] se tem
quando uma missão
comprende ao menos três comunidades que unem as atividades da evangelização, as
obras caritativas assistenciais e a promoção das vocações do lugar. É este
o núcleo germinativo da “planta orionita” suficiente para desenvolver e
crescer. Pois, o florescer, o frutificar e a força da planta dependem da Divina
Providência, das condições concretas históricas e sociais do ambiente e do
empenho dos confrades[24].
Pois bem,
são ainda
muitos os Países em que a presença da Congregação não è ainda
consolidada e as missões que não se podem ainda dizer “fundadas completamente pelo número de religiosos,
de comunidade e de atividade-obras. O projeto missionário que elaboraremos
juntos deverá ainda levar em conta este empenho para consolidar as nossas novas
missões.
A experiência
mostra como o número reduzido de religiosos, sempre os mesmos, por tanto tempo
no mesmo lugar e nas mesmas obras, com poucas possibilidades de animação
inter-comunitária, sem vocações do lugar, leva a uma involução negativa
seja dos religiosos que das obras, com sempre menos possibilidade de vocações.
Uma saída por estes motivos aconteceu até agora somente no Cabo Verde.
Em uma
nova nação nós
vamos para doar o carisma e para implantar a congregação e não somente
para realizar atividades. Se a nossa presença depois de muito tempo não se desenvolve rumo a uma
autonomia vital, é necessário deixar. O bem uma vez realizado é sempre um bem e
o deixar aquele país não é sempre uma perda.
7.
Um horizonte para se ter a frente dos olhos: Ásia
A Congregacão, com o Congresso Missionário para a Ásia de 7-11 de
maio de 2001, promoveu o Projeto para a Ásia. Desde aquele momento a novidade
mais
notável é constituída do esperado desenvolvimento da Índia. Nas Filipinas foi
aberta em Lucena e tem um bom número de jovens no pre-noviciado. Na Coréia como
estava no programa, foi feita uma tentativa de abertura, mas surgiram
dificuldades para continuar.[25]
Mas o horizonte da Ásia deve continuar aberto para a família
orionita.
A Ásia não é uma Nação, não é uma cultura, não é uma fronteira. A Ásia é a metade
da populacão da terra. Era também antes, mas agora com as novas
aberturas comerciais e as comunicações está se tornando de fato. A Ásia é o
futuro. A Ásia pouco conhece Cristo e a sua salvacão.
Em 1995, João Paulo
II convidou os Bispos confiando no mistério da comunhão com os inúmeros e muitas vezes desconhecidos mártires
da fé na Ásia e confirmados na esperança pela constante presença do Espírito
Santo, os Padres sinodais chamaram corajosamente os discípulos de Cristo na Ásia
para um novo empenho na missão” (Ecclesia in Asia 4).
Um pouco enfaticamente, mas na verdade, no Projeto para a
Ásia lemos: “É a hora da Ásia! Tomemos o
trem da história”. Como o mundo emergente no tempo de Dom Orione foi a América
Latina e Dom Orione estabeleceu uma relacão
privilegiada com aqueles povos, assim hoje o mundo emergente é a Ásia.
Não é uma questão de se
ter apenas uma presença a mais na Ásia, se trata de fazer com que a Congregação seja implantantada e se desenvolva também na Ásia .
A Providência nos está estendendo a mão. Como representante dos superiores gerais na Congregação para a Evangelização dos Povos (Propaganda Fide) escutei um tema frequente: preparemo-nos para a China, aproximemo-nos da China. Muitas
Congregacões, também da nossa dimensão, estão fazendo os primeiros contatos, contando inclusive com iniciativas de leigos.
Daqui há pouco, a China será aberta como se abriu a
Europa do Leste depois da queda do Muro de Berlim. Estaremos preparados para ir
e levar o Evangelho e o carisma orionita? Era um sonho de Dom Orione.[26]
CONCLUSÃO
A conclusão deste quadro atual e projetual da dimensãao missionária das nossas Congregacões, vamos novamente
ao sonho profético de Dom Orione quando, “in
spe e contra spem”, tinha fechado o oratório colocando as chaves nas mãos
de Nossa Senhora. Viu o grande manto azul, gente de todas as raças e cores “recordando que não tinha cerca, e que eram
de várias cores, entendi que são as missões”.[27]
A nossa Congregação desde os tempos de Dom Orione, não colocou “cerca” e ainda hoje é chamada a cuidar de todos os que estão sob o manto e a
manter aberto o seu horizonte.
Maria, mãe da Divina Providência proteja a nossa Família Orionita
“que é obra sua desde o início” e abençoa este congresso missionário.
Deo gratias!
[1] O CG 13
pede para favorecer a “corresponsabilidade” não só mediante o projeto
missionário ag gentes mas também mediante “projetos regionais para a Ásia,
para a América Latina, para a Europa e para a África” (n.143).
[2] Mt 28,16-20, cf. Mc 16, 15-18, Lc 24, 46-49, Jo 20, 21-23.
[3] O importante documento Redemptoris missio
aprofunda as motivações teológicas, espirituais e pastorais do empenho
missionário e responde a algumas dúvidas que possam atenuar a função
missionária da Igreja. “Por causa das mudanças modernas e do difundir-se
de novas idéias teológicas alguns se perguntam: É ainda atual a missão entre os
não cristãos? Não terá sido substituída
pelo diálogo inter-religioso? Não é um seu objetivo suficiente a promoção
humana? O respeito da consciência e da
liberdade não exclui toda proposta de
conversão? Não nos podemos salvar em qualquer religião? Por que portanto a
missão?(RM 4).
4] “Os Institutos de vida Consagrada, uma
vez que se dedicam ao serviço da Igreja,
por força de sua própria consagração são obligados a prestar seu serviço
em modo especial não ação missionária, com o estilo próprio do Instituto”
(RM 69, AdG 40).
[5] Audiencia ao X Capitulo Geral da Pequena Obra da Divina Providencia, 16
de maggio de 1992.
6 Scritti 45, 60.
[6] Dal 20 ottobre 2013 all’8 dicembre 2014 celebreremo l’Anno missionario orionino nel ricordo
del centenario della partenza dei primi missionari.
[7] De 20 de outubro de 2013 a 8 de dezembro de
2014 celebraremos o ano missionário orionita recordando o centenário da partida
dos primeiros missionários.
[8]Carta de Dom Sterpi de 21 de novembro de 1921,
; IV, 218.
[9] Carta do Abade Caronti de 17 de março de 1937; Sui passi di Don Orione, 216.
[10] Foi erigido no dia 21 de setembro de 2010 com o Motu proprio Ubiqumque et semper. Neste disse que a tarefa do Conselho é “fazer
conhecer e sustentar iniciativas ligadas à nova evangelização já em ato nas
diversas Igrejas particulares e promover a realiazação de novas, envolvendo
ativamente também os recursos presentes nos Institutos de Vida Consagrada e nas
Sociedades de Vida Apostólica, como também nas agregações de fiéis e nas novas comunidades”.
[11] Existe o risco de “dar uma imagem redutora
da atividade missionária, como se esta fosse principalmente auxílio aos pobres,
contributo para a libertação dos oprimidos, promoção do desenvolvimento, defesa
dos direitos humanos… os pobres têm fome de Deus, e não apenas de pão e de
liberdade, devendo a atividade missionária testemunhar e anunciar, antes de
mais, a salvação em Cristo, fundando as Igrejas locais, que serão depois instrumento
de libertação integral” RM 83
[12] Discorso del 15 ottobre 2011 ai
partecipanti al Convegno per la nuova evangelizzazione.
[13] Ibidem.
[14] Omelia nella Parrocchia di Ognissanti, Roma, 3.3.1991.
[15] Lettera
nel 50° della morte di
Don Orione, 12.3.1990.
[16] Alle relazioni comunitarie è dedicato il nucleo 3 del documento del CG
13.
[17] Discorso del 15 ottobre 2011 ai partecipanti al Convegno per la nuova
evangelizzazione. Anche nel CG13 è stato rilevato che “emergono nella nostra vita di religiosi, alcune situazioni
caratterizzate da poca capacità a convertire le nostre opere istituzionali, da
una certa chiusura verso esperienze nuove e da una marcata assenza di pionierismo
missionario” (n.114).
[18] Lettera
nel 50° della morte di
Don Orione.
[19] Il primo Appello missionario ai laici orionini è datato 15 ottobre 2005; ed è stato
rinnovato il
13 marzo 2011: “Venite a predicare la
carità”.
[20] IL CG13 rileva che “anche da noi sono già state attuate esperienze
missionarie da parte di laici” (n.114)
[21] La decisione 30 del CG 13
stabilisce che “Il
consigliere generale per le missioni, in collaborazione con i rispettivi
consiglieri provinciali, prepara un piano concreto per quei laici che vogliono
fare una esperienza nelle nostre missioni, attua un serio discernimento e
individua le comunità più adatte per l’accoglienza” (n.121).
[22] Messaggio
in occasione del Convegno Internazionale del Movimento Laicale Orionino, 1210.1997.
[23] Recordamos que o Projeto missionario de 1993, além do “programa”
missionario, determinou um quadro de valores, uma identidade, uma dinamica da missio ad gentes orionita.
[24] Sem ter feito uma teoria, Dom Orione atuou este principio vital de desenvolvimento
na Argentina, no Brasil, no Uruguay e na Polonia. Procurou superar a situaçao dos religiosos e das
comunidades que nao queria que fossem isoladas por muito tempo, como em
Albania, Palestina, Estados Unidos, Rodi. Para oUruguaydeu diretivas ao superior
Dom Montagna para o desenvolvimento da missao: “ Nao tenhais temor pelo pessoal,
porque pretendo intensificar e consolidar o nosso estabelecimento no Uruguay;
tanto que estou decidido de aceitar também em Minas”; mas è interessante o critério colocado por
Dom Orione: “Tres ou quatro Casas sao uma necessidade de vida, do
bem organizado melhor, de ajuda também
reciproca material e moral: «frater qui adiuvatur a fratre quasi civitas
firma», diz a Sagrada Escritura”; a Don Montagna, 26.12.1929, Scritti 21, 152. Da mesma forma,
favoreceu uma passivel nova abertura a Rodi: “A este
respeito,faz parte dos costumes desta Congregaçao de abrir, em paises
distantes, possivelmente duas casa, porque se alguem nao se adapta em uma casa
podera ser facilmente transferido para a outra …”; Scritti 89, 201.
[25] Veja o anexo “Cronistoria
dell’incontro con la Corea nell’Instrumentum
laboris”.
[26] Estava em contacto com Propaganda
Fide e diante das dificulades praticas para abrir na Albania, escreve a Dom
Sterpi ( 2 de outubro de 1935, de Buenos Aires): “melhor agora, diversamente, pedeuma missa ona China” (18, 156).
Pede! Na verdade chegou uma proposta concreta desde 1927: “Vossa Excelencia Dom Celso Costantini, Delegado apostolico na China
queria confiar-nos um Seminario” (42, 87), mas teve que renunciar por falta
de pessoal. Sabendo desa possibilidade de missoes na Asia, informa que “O Instituto do Divino Salvador pro Missoes
no Exterior que esta aqui em Roma na rua Sette Sale, 22, onde aumenta para Deus
e para a Igreja um grande numero de nossos clerigos e de aspirantes… Sobretudo
se preparampara a China e para o Oriente”
(59, 59). Anunciando a primeira partida dos primeiros missionarios de Voghera
diz: “E temos convites para duas novas
casas na China, uma de um Bispo e outra do proprio Dom Celso Costantini Delegado Apostolico para a
China” (73, 156). Falando ainda das missoes: “A China era inacessivel – agora o muro do imperio celeste caiu: o Japao
estava fechado para os estrangeiros: agora nao mais. Os povos se aproximaram: a humanidade nao so caminha, mas corre, mas viaja, voa” (56, 167)