Irmã Maria Plautilla

 


Confira abaixo os seguintes textos sobre a irmã Maria Plautilla:
– A serva de Deus Irmã Maria Plautilla Cavallo
– Irmã Maria Plautilla – Serva fiel e silenciosa
– Espírito Missionário da Irmã Maria Plautilla
 

 

SERVA DE DEUS IRMÃ MARIA PLAUTILLA
CAVALLO

1913-1947

Das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade

 

Lúcia havia 12 anos quando morreu a mãe e começou
logo a não pensar em si mesma para cuidar dos irmãos e da casa. Sempre pensava
de doar-se totalmente ao Senhor, e quando em 1933 chegou ao seu pároco a carta
das Irmãs de Dom Orione à procura de vocações, chegou para ela a hora marcada
pela Providência. No dia 3de novembro de 1933, Lúcia deixou tudo para ir à
“casa mãe” das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, em Tortona, Itália.
“Vou para ser santa a custo de qualquer sacrifício”, ela escreveu. Recebeu o
nome de “Maria Plautilla” e no dia 7 de dezembro de 1937 emitiu os votos
religiosos nas mãos de Dom Orione.

O setor do Pequeno Cotolengo de Genova-Paverano, se
torna para a Irmã Maria Plautilla a família, o convento, o altar, a igreja, a
missão, tudo, porque ali estava o Senhor, o seu tudo. Sabia unir ao zelo e
competência técnica no seu trabalho, a suave doçura e a caridade solícita. Sorridente,
com a oração nos lábios, atenta, havia palavras de encorajamento e de fé para
os doentes,parentes e coirmãs.

Generosíssima e esquecida de si mesma, prolongava
livremente o seu serviço em muitas noites assistindo às doentes. Se dedicou
também à catequese para crianças com dificuldades. Não faltou quem, ao vê-la, a
definiu como “Dom Orione com hábito de freira”, tanto que o espírito de Dom
Orione encontrou nela uma interpretação feminina fiel e exemplar.

O tom sacrifical de sua vida, já manifestado na
obediência precisa e serena em o serviço às doentes de corpo e de mente,
assumiu o caráter de martírio no fim de sua vida. Um heróico e instintivo gesto
de caridade para salvar uma doente perigosamente exposta no parapeito da
janela, rompeu totalmente as forças do seu coração já muito debilitado pela
doença. Morreu no dia 5 de outubro de1947. Conhecendo esta freira, muitas
coirmãs e pessoas de todas as classes sociais compreenderam o que significasse
a “espiritualidade do trapo ”transmitida por Dom Orione como via de
santificação.

Se entende o definitivo juízo da Igreja sobre a
heroicidade das virtudes desta serva de Deus.

 

 


 

                                  

Irmã Maria Plautilla – serva fiel e silenciosa

 

O Papa Bento XVI autoriza a
promulgação do Decreto de Reconhecimento das Virtudes Heróicas da Irmã Maria
Plautilla, religiosa orionita das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade.

Luzia Cavallo, a futura Irmã
Maria Plautilla, nasceu na Itália no dia18/11/1913. Aos 12 anos perdeu a mãe e
ela, sendo a filha mais velha, passou a tomar conta dos cinco irmãozinhos
menores. Era sacrificada a vida da família de lavradores pobres e ela tinha
também o encargo diário de levar os animais ao pasto.

Teve a felicidade de receber
ótima formação cristã, na família e na escola maternal a cargo das Irmãs do
Cotolengo. Ainda adolescente, não obstante suas tarefas e obrigações
caseiras, participava da Ação Católica, a associação florescente naqueles anos,
ia á Missa e comungava diariamente, coisa não comum naqueles tempos de
influência jansenista.

Em 1933 Luzia entrou para a
Congregação das PIMC, recém-fundada por Dom Orione. No seu diário pessoal, ela
anotou que seu desejo era “ser missionária para levar Jesus àqueles que
ainda não o conhecem”.

Foi enviada como aspirante ao
Pequeno Cotolengo de Genova, onde obteve o diploma de enfermeira após freqüentar
“Curso das Samaritanas” organizado pelo Dr.
Isola. [1]

Em 1937 fez os votos religiosos
nas mãos de Dom Orione e tomou o nome de Irmã Maria Plautilla. Daí para frente
o coração da nova religiosa e as internas com deficiências mentais acolhidas no
Pequeno Cotolengo de Genova tornaram-se uma só coisa.

A Superiora da Comunidade, Irmã
Innocenza Toigo, tinha fama de ser severa e exigente e o trabalho era difícil e
pesado, inclusive com tarefas que outras enfermeiras e atendentes consideravam
repugnantes; a Irmã Plautilla estava sempre disposta a todos os serviços e em
todos os momentos.

Vieram dias terríveis. A segunda
Guerra Mundial. Na noite do dia 3 para o dia 4 de Novembro de 1942, Genova
sofreu violentos ataques aéreos. O Cotolengo foi atingido. Os pavilhões,
repletos de doentes, tiveram estragos enormes e as atendidas e internas, na
escuridão, em meio à gritos e sustos, precisavam,às pressas, ser acudidas,
retiradas e carregadas para qualquer outro lugar mais seguro. A Irmã Maria
Plautilla estava enfraquecida e adoentada, mas, esquecida de si mesma, não
parava um instante: subia as escadarias até o quarto andar do prédio, carregava
uma doente e voltava apressadamente em busca de outras… E assim foi até as
quatro horas daquela noite trágica.

Três anos depois, no outono de 1945,
a Ir. Plautilla sofreu o primeiro ataque cardíaco. Um ano depois, ainda
convalescente, mas já de volta à sua missão querida de enfermeira, teve que
correr em socorro de uma interna que, escapulindo da vigilância, subira a um
corredor externo e estava em risco de se precipitar das alturas.

Depois desse esforço e desse
susto, seu físico se abalou totalmente. Ela,devido ao agravamento da
cardiopatia, foi convidada a deixar a missão de enfermeira. No dia 14 de agosto
de 1947 recebeu o Óleo dos Enfermos; no dia seguinte emitiu os Votos Perpétuos
e no dia 5 de outubro faleceu segurando em suas mãos o crucifixo que ela tanto
contemplou com amor e serviu carinhosamente na pessoa de suas queridas enfermas
do Cotolengo.

Agora ela é recordada como a
Venerável Irmã Maria Plautilla. Sua vida não teve fatos maravilhosos, nem
visões; sua santidade brilhou no dia-a-dia vivido heroicamente, através da
oferta de si mesma a Deus, da doação total aos mais pobres e sofredores e na
piedade e devoção ao Coração de Jesus e à Santíssima Virgem. “Não
aceitava nenhum presente de parentes, porventura mais ricos, de suas
atendidas… caso insistissem, sugeria que ofertassem algo para ornar a
enfermaria” (Summarium,p. 85)

(Condensado do artigo de Pe.
Aurélio Fusi – Postulador  Geral–publicado na Revista Dom Orione)

 

 


 

[1] O
Dr.Domenico Isola, Amigo de Dom Orione, atuou muitos anos no Cotolengo de Genova;
morreu muitos anos depois em conceito de santidade.

 


 

 

ESPIRITO MISSIONARIO DA IRMÃ MARIA PLAUTILLA

 

A primeira vocação de Irmã
Plautilla era a de ser missionária: as leituras de revistas missionárias, o
cuidado para com as almas longe da fé haviam  suscitado, deforma cada
vez mais viva nela este nobre desejo,ainda que, como acontece um pouco com
todos, não destituído de certe fascínio sonhador próprio dos jovens.

O pároco a encaminha a uma
congregação não inteiramente missionária no sentido que a jovem sonhava, mas
onde se encontrava a grande riqueza da presença do fundador. Ela aceita ma
ainda conserva vivo o seu ideal, manifestando ás vezes preocupações pela saúde
enquanto podia ser uma condição necessária para realizar um típico apostolado.

 Irmã Plautilla não tarda a
compreender que os planos de Deus são di versos no sentido de que ele será
missionária autêntica, ainda no nome jurídico, mas não numa floresta selvagem,
antes numa enfermaria no próprio país. Compreende, porém, bem profundamente que
a verdadeira “missão” não está na coreografia exterior quanto no amor
pressurosos pelas  almas que se introduzem no próprio trabalho,
independentemente no lugar  e das pessoas.

O exemplo já relembrado de Santa
Terezinha, que viveu entre as quatros paredes de uma estreita clausura e que se
tornou nada menos que a patrona todas as missões, ensina muito. 

Mas Irmã Plautilla não perderá
ocasião para ser apostola direta das almas, oferecendo naturalmente todo o
trabalho e cada sacrifício para tal fim.

Os depoimentos salientam a sua
finalidade apostólica para com os doentes, para com as irmãs, especialmente
para com as postulantes, para com seu próprios familiares com testemunham suas
cartas, numa palavra para com todos os que podia atingir.

Um primeiro sinal deste espírito
é o seu zelo em cumprir os próprios deveres. “A evangelização mais autêntica
ela a exercia como o testemunho de sua vida, vivida na fé, na humildade, no sacrifício
e na caridade excelente para com os doentes e para com a co-irmãs,as quais
encontravam nela o ideal a ser seguido”(depoimento anônimo).

Ma os cuidado apostólico pelas
almas transparecia a todo instante.

“Na sua enfermaria – nos diz Irmã
Maria  Sira  Cicolani – encontrava-se as doentes uma que estará
moribunda mas não queria confessar-se: era uma ex-religiosa. Tinha lúpus
no nariz e ela a cuidava com muito amor. Finalmente conseguiu fazer com que
confessasse e morresse em paz.”

E a mesma Irmã, acrescenta logo: ”Tinha
também o cuidado de minha alma.”

Madre Bennata, que foi superiora
em Poverano nos narra: “Uma judia se converteu. O rabino foi ter uma com a Irmã
Plautilla para lhe perguntar porque fizera isto, mas ele lhe respondeu: “Eu não
fiz nada.” Fora só o seu bom exemplo.”

Uma doente confessa: “ Irmã
Plautilla me convidara para ir á Missa eu em sua enfermaria; eu não me sentia
vontade de rezar, mas aceitei. Fria e indiferente, fui, mas para não faltar a
palavra.Acolheu com um sorriso e me indicou uma imagenzinha de Nossa Senhora
que se encontrava sobre o altar e disse-me: “ Olhe para a Nossa Senhora; não
lhe parece sorrir satisfeita, agradecendo-lhe por ter vindo a missa e
estimulando-a a vir outra vezes? Havia-me conquistado.”

Junto ao leito das moribundas –
testemunham ainda – na havia quem se assemelhasse; próxima de uma existência
que está para se extinguir ela sabia fazer brilhar diante dos olhos a
misericórdia de Deus para com o pecador arrependido, a eternidade que não
espanta a alma que no sofrimento da doença expiou seus pecados. Como sabia bem
fazer a encomendação da alma, como ficava atenta para que todas recebessem
todos os sacramentos. Era diligente em prepará-las bem para aquele último passo
do qual depende uma eternidade infeliz segundo tenha ou não feito bem.”

E refletindo sobre sua vocação
originária da qual já falamos, a co-irmã acrescenta o testemunho: “Irmã
Plautilla desejara tanto ir para longínquas missões, especialmente num
leprosário para dar-se mais e imolar-se sempre mais e imolar-se sempre mais.
Mas Jesus não quer. Para ela, designara que, como campo de apostolado fosse a
enfermeira “ São Carlos”, onde continuamente lhe dava almas preparadas para o
Céu, onde devia deixar um grande vestígio de bem, de bom exemplo, de edificação
para todas as co-irmãs que viveram com ela e que sempre trazem impressas no coração
as caras recordações deixadas por ela”

Quantas boas pessoas sentiram-se
próximas!Todos os que a conheceram sentiam o desejo de vê-la, de falar-lhe, de recomendar-se
ás suas fervorosas orações, aos seus sofrimentos por meio de uma palavra, por
um conselho, por um sacrifício.”

Irmã Ana nos confirma no desejo
de Irmã Plautilla para o leprosário. Sempre manifestava o desejo de ir para um leprosário.
Quantas vezes me disse isso… A sua caridade não tinha limites;quando por
acaso acontecia que algumas morresse durante a noite sem as devida disposições,
ela sentia tanta dor que falava nisso de modo a causar compaixão.Preferia
prepará-las bem, antes. Nos últimos momentos não deixava o leito sem que alma
houvesse expirado. Com que cuidado vestia e compunha o cadáver. Em todas
colocava terços e medalhas, sempre rezando. Tinha o cuidado de mandar celebrar
santas missas e continuava a rezar.

Ainda quando estava enferma
desejava encontra-se com as doentes. Se não lhe era permitido, limitava-se a
colocar a cabeça á porta, diz uma palavrinha, esboçar um sorriso, como ela
sabia fazer.

Era cuidadosa para que todas
fizessem suas devoções na Páscoa, e nas festas se esforçava com tanto
sacrifício para fazer com que participassem da santa missa na enfermaria.”

Um aspecto particular do seu
apostolado era o zelo que dedicava em ajudar espiritualmente as co-irmãs,
especialmente as mais jovens, as postulantes. Considerava um dos deveres
primordiais e uma forma mais elevada e mais necessárias de caridade.Apostólica
das apostólicas, exemplo e luz para as consagradas ou aspirantes á consagração
que Deus lhe colocava ao seu lado.

As suas delicadezas, as sua
intuições os seus modos podiam revelar seus dotes de uma ótima formadora, se
então fosse destinada para este campo privilegiado.

Irmã Vicentina Turturro, jovem
postulante, foi designada para auxiliar Irmã Plautilla, recorda “A nós,
postulantes,encorajava com palavras delicadas e eficazes. Eram aqueles tempos
de fome e sacrifício. Por vezes, dormia-se na carvoeira com uma só coberta. Era
portanto compreensível que nascesse em algumas a tentação de deixar tudo e
retornara à  família. Irmã Plautilla repetia com doçura:  Não.
É o Senhor que te quer aqui. E animava confiança em Deus e esperar o seu
conforto, que certamente não haveria de faltar. Se alguma postulante se abria
com ela sobre algum sofrimento que,embora involuntariamente, parecia caudado
pela superiora, um tanto severa para com todas, a boa Irmã dizia simplesmente “
Receba das mãos de Deus” ou então “Tudo por amor de Deus”

Muitas confessam dever a ela a
perseverança na vocação, que se tornara difícil devido ao tempo de guerra e por
várias dificuldades. E isto, graças ás boas palavras de encorajamento, mas
ainda mais pelo eu exemplo que, segundo a opinião unânime, era tão diferente do
comum.

Irmã Benjamina, que lhe foi muito
próxima nos últimos tempos, também ela simples postulante, nos disse: “As
postulantes depositavam confiança nela, tratava-as com respeito, ajudava com
sacrifício de si mesma. Uma vez uma dessas jovens ficou muito impressionada em
ver cair no chão uma epilética. Venha comigo – disse-lhe logo docemente Irmã
Plautilla–vamos junto à estátua de Nossa Senhora e recitemos uma Ave Maria sob
o manto de Nossa Senhora superais Tudo!”

O espírito apostólico, para não
repetir “missionário”, da irmã fez algumas com ela superasse com coragem
evangélica a natural timidez de seu caráter ou todo  o sentido de
inferioridade. Temos a propósito, um depoimento que bem esclarece esta sua
fortaleza que, no caso, pode assumir a qualidade de heróico.

Temos salientado o quanto Irmã
Plautilla venerava os sacerdotes e os tratava com tanto respeito, assumindo
habitualmente uma atitude conforme a mentalidade cristã de então, não talvez no
clima moderno que acentua a fraternidade e os valore do sacerdócio rela de todo
o batizado.

No entanto, percebendo a
humildade religiosa que um sacerdote havia deixado a desejar na sua conduta irrepreensível
que ela venerava e desejava nos ministros  de Deus, teve a coragem,
chegando a ocasião propícia de enfrentá-los respeitosamente mas com muita
seriedade e sinceridade.

Aquele, ouvia de cabeça baixa,
talvez desgosto, mas também admirado e reconhecido pela corajosa repreensão de
que ele estimava como uma alma extraordinária.

Irmã Plautilla sentia-se
missionária entre as meninas. Não lhe foram diretamente confiadas aos seus
cuidados, mas  não faltavam as ocasiões de encontrá-las e de se
entreter com elas. Ainda da mesma janela do seu quarto podia contemplar as pequenas
na recreação e conversa com elas.

Não podia ocasião de dizer uma
boa palavra, de lembrar a beleza das virtudes próprias das crianças, de
insinuar nos seus corações aquele terno amor a Jesus e à Virgem Maria que
tornarse-ia logo precioso viático para toda a sua vida futura.

Houve um campo específico no qual
Irmã Plautilla soube elucidar o seus dotes apostólicos e causar admiração pelos
seus sucessos num bem difícil campo pedagógico: a catequese.

Num ambiente cotolenguinho de
pessoas enfraquecidas ou extenuada pela idade e pelo mal freqüente tal santa
empresa parece árdua, para não dizer qual e vã.

Irmã Plautilla não quer
considerar  as doentes, neste sentido irrecuperáveis. Munida só do
titulo de 4º. ano primário, desprovida dos cursos de pedagogia ou
tratamento diferencial, conseguiu como nenhuma outra penetrar na mente e no
coração das suas discípulas e obter resultados que outros não conseguiram
atingir.

Testemunha competente e
entusiasta sobre este ponto é o diretor de então, padre Sciaccaluga, ao qual
lhe era certamente fácil neste setor as comparações.

O seu apostolado não podia
limitar-se à sua enfermaria e às suas doentes e crianças. Não perdia a ocasião
de disseminar boas palavras quando se apresentava a oportunidade.

Escrevendo as os seus entes
querido. Sempre os exorta à oração e confiança em Deus, enquanto lhes assegura
sua constante recordação, especialmente na oração.

Em 22 de dezembro de 1.941, envia
palavras de conforto cristão ao irmão João que ficara viúvo e estava sofrendo
muito: “Ao saber que estás assim em perigo não consigo me conformar.
Pobrezinho, quanto já terá sofrido e quem sabe quando há de acabar esta
tortura! Tenha coragem, bom irmão, resigne-se e verá que o Senhor terá
compaixão de ti.Imagino que Natal hás de passar neste ano!”

…O irmão Michele me mandou a
fotografia de tua pobre esposa. De um lado é melhor que tenha morrido; acabou
de sofrer, tanto mais agora se soubesse que estás assim… Seja bom, confie no
Senhor, não se deixe levar pelo pensamento desde esperança. Nesta vida estamos
de passagem; só a outra vida é eterna. Lembre-se de rezar ao Senhor. Ele dar-te
á força para superar todos os obstáculos.

Este já certo que nas minhas
orações nunca te esquecerei. O Menino Jesus te conceda todas as graças de que
tens necessidade.

Mas o seu coração de apóstola,
como se viu, está sobre tudo na “sua” enfermeira. As testemunhas o afirmam com
abundância de detalhes.

Apraz-nos concluir deixando falar
a mesma Irmã Plautilla, desta vez extraindo de uma carta à superiora
geral, Madre Paciência, datada de 15 de dezembro de 1945, onde lhe comunica a
renovação dos votos religiosos no dia da Imaculada, com o propósito de ser
“melhor.”

Logo acrescenta: temos o altar na
enfermaria. Todos os dias celebra-se a Santa Missa e mais ou menos há umas trinta
comunhões diárias. Como  é maravilhoso ver as doentes assim
resignadas e pacientes! As doentes são oitenta, das quais cinqüenta estão
acamadas. Somos suas irmãs, não falta trabalho, mas trabalhamos de forma
harmoniosa, pois um procura aliviar a outra. Quando há a caridade. Como nos
sentimos bem!

 


5 de outubro

SERVA DE DEUS IRMÃ
MARIA PLAUTILLA

Pela Beatificação de Irmã Maria
Plautilla

            Ó
Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, que pusestes, no coração de
vossa serva a Irmã Maria Plautilla, dons especiais de graça para realizar nela
o ideal da caridade própria do carisma de São Luís Orione; nós vos adoramos e
vos agradecemos tão sublime modelo.

            Humildemente,
Senhor, nós vos pedimos que a Irmã Plautilla seja glorificada pela Igreja, para
o advento do vosso Reino de amor entre os povos.

            Para
isso, Senhor, concedei-nos também a graça que vos pedimos. Glória ao Pai…

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